Álcool e Tabagismo

Álcool e tabagismo: mantenha distância

Qualquer pessoa que queira cuidar da saúde não deve fumar e precisa evitar bebidas alcoólicas. No entanto, pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) têm de ter cuidado redobrado1, 2.

O LES pode causar inflamação e mal funcionamento de diversos órgãos, tecidos e sistemas, comprometendo a pele, o coração, os rins, os pulmões e o sistema nervoso1,2.

Para tratar a doença, os pacientes usam medicamentos antimaláricos e o tabaco diminui a eficácia deles, além de também ser fator de risco para a aterosclerose, um processo de formação de placas de ateromas nas artérias que vão do coração ao cérebro (as carótidas, na aorta, e as artérias dos membros inferiores), comprometendo a circulação do sangue1, 3, 4.

Também já se sabe que o cigarro é fator de risco para problemas coronários, comprovado por exames3. Mas não é só: a fumaça do cigarro contém nicotina e monóxido de carbono, elementos altamente tóxicos, desencadeadores de reações negativas no sistema imunológico, gerando mutações e ativando genes responsáveis pela formação de tumores, por exemplo5.

Existem vários estudos sobre a relação do tabagismo com o LES. Um deles, realizado no Brasil, detectou um comprometimento cutâneo mais extenso em fumantes portadores da doença, se comparados aos ex-tabagistas que também têm lúpus. Ou seja, o tabaco pode piorar as lesões na pele causadas pelo LES1, 5.

O álcool também precisa ser evitado, embora, segundo alguns especialistas, se consumido em pequenas quantidades, não irá interferir especificamente na doença, mas sua interação com sedativos e antialérgicos tende a comprometer o efeito dos medicamentos6, 7.

Na dúvida, não se arrisque: fale com seu médico sobre o tabagismo e o álcool. Caso você tenha dificuldades em abandonar um desses hábitos, ele irá ajudá-lo a encontrar saídas para que você possa melhorar a sua qualidade de vida e seu bem-estar, convivendo melhor com o LES. Para saber mais sobre a doença, acesse O que é lúpus.

Referências bibliográficas