Tratamento

Adesão ao tratamento é fundamental para a qualidade de vida

Como o lúpus eritematoso sistêmico (LES) acomete diferentes órgãos, o tratamento deve ser individualizado, dependendo das manifestações apresentadas. Por isso, é comum o paciente precisar de mais de um medicamento na fase ativa da doença1.

Medicamentos mais comumente utilizados no tratamento do lúpus eritematoso sistêmico

Os mais utilizados são os antimaláricos e os glicocorticoides (GC), independentemente do órgão ou sistema afetado2.

Os sintomas mais leves do LES podem ser tratados com analgésicos e com doses baixas de corticoides. Nas manifestações mais graves, as doses dos corticoides podem ser elevadas, de acordo com a avaliação médica1.

O uso contínuo de antimaláricos é indicado para reduzir a atividade da doença e o risco de trombose, além de tentar poupar o uso dos GC, uma vez que estes podem provocar alguns efeitos colaterais, como osteoporose, hipertensão, diabetes e aumento de peso3, 4, 5.

Outra estratégia terapêutica é associar os glicocorticoides a imunossupressores, classe de medicamentos com comprovada ação poupadora dos GC.Os imunossupressores podem ser utilizados de acordo com cada manifestação da doença, em diferentes doses, conforme avaliação médica3, 5, 6.

Como a radiação ultravioleta é a principal causadora de fotossensibilidade e desencadeadora de lesões na pele, protetores solares são essenciais e devem ser aplicados várias vezes ao dia3. Saiba mais sobre a importância da fotoproteção em Cuidados Gerais.

Além do tratamento medicamentoso:

Os medicamentos não são os únicos responsáveis pelo sucesso no tratamento do LES. Os pacientes precisam ter cuidados especiais com a saúde, incluindo uma dieta balanceada, evitar exposição ao sol e usar sempre protetor solar, praticar atividades físicas, repouso adequado, evitar o álcool e o tabagismo1, 3.

O objetivo disso é permitir o controle da atividade inflamatória da doença e minimizar os efeitos colaterais dos medicamentos. Portanto, a adesão ao tratamento é fundamental1.

O seu reumatologista vai informar tudo o que é preciso saber sobre o LES: o que é a doença, sua evolução, riscos e recursos disponíveis para o diagnóstico e a melhor terapia3.

É extremamente importante que você siga corretamente as orientações no uso dos medicamentos, com suas doses e horários estabelecidos, na realização dos exames necessários, no comparecimento às consultas nos períodos recomendados e nos cuidados gerais não medicamentosos1.

O lúpus não tem cura, mas é possível controlá-lo e conviver bem com a doença, adotando todas as recomendações1, 3.

Para saber mais sobre LES, acesse O que é lúpus.

Referências bibliográficas